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18 Abr por Paulo Jorge Dias
Terravista à procura de um porto seguro

Depois do relançamento do portal no ano passado, o Terravista procura agora "aproximar-se da rentabilidade". Tarefa complicada, num sector (portais) em crise, onde os principais operadores sobrevivem à custa dos ISPs. Mas a ligação recente aos alemães da T-online poderá ser o "porto seguro" que o Terravista procura desde 1997.


 

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Entrevista: Perfil Perfil

Empresa: Terravista.pt - Serviços Multimédia SA
Sector: Portais
Criada em: Fevereiro 1998
Fundador: Fórum SGPS
Principais Accionistas: Ya.com
CEO/Presidente do CA: Antonio Saez
Facturação: Não revelada
Nº Funcionários: 22
Sede: Lisboa


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O portal Terravista tem um dos mais acidentados percursos do universo on-line português. Começou há cinco anos como um serviço de alojamento de páginas gratuito, sob a tutela do Ministério da Cultura. No meio de alguma polémica passou para as mãos do grupo Fórum, sendo posteriormente vendido aos espanhóis da Jazztel Internet Factory.

No ano passado mudou novamente de mãos, passando a ser controlada pela alemã T-online, subsidiária da Deutsche Telekom, que adquiriu a Ya.com, grupo onde tinha sido incluído o Terravista.

Foi já sob o controlo da T-online que o Terravista fez o seu relançamento, apresentando nova imagem, novos canais e serviços. Em entrevista à Digito, Pedro Valido, director-geral do portal, faz um balanço do primeiro ano desta nova vida do Terravista e fala dos objectivos para 2002, nomeadamente a aproximação da rentabilidade.

Digito: Quando foi lançado, em Março de 1997, o Terravista era o primeiro serviço português de alojamento grátis de paginas pessoais. E hoje em dia, o que é o Terravista?

Pedro Valido (PV): Consolidamos a liderança nas páginas pessoais e evoluimos para um dos principais portais de Portugal com uma quantidade significativa de serviços e canais, tendo sido lançado recentemente uma série de novas funcionalidades, responsáveis pelo crescimento que temos vindo a evidenciar. São elas: mensageiro (produto do grupo internacional a que pertencemos, a T-online); emprego (parceria com a Stepstone); zona de afiliados (desenvolvimento próprio do Terravista); encontros (parceria com o Lovemail); pesquisa e compra de viagens; loja de informática; CD's e DVD's; canal de cinema; mais 5 novas newsletters para a nossa comunidade; e novo Bolsainvest; entre outros.

Digito: Em 2001, o Terravista fez o relançamento do portal, apresentando nova imagem, novo posicionamento, novos serviços como e-commerce, e em conteúdos específicos como a bolsa e finanças. Depois dessa mudança em que é que o Terravista se pode diferenciar de um portal como o Clix ou o Sapo e de que forma poderá concorrer com eles?

PV: O Terravista historicamente cresceu como um portal de comunidades, área onde beneficiamos de tecnologia e know-how internacional derivado do grupo a que pertencemos. Além disso, temos desenvolvido a vertente entretenimento e criado, como diz, vários conteúdos específicos, tal como o novo Bolsainvest. A bolsa e finanças têm-nos surpreendido, apresentando hoje uma das maiores comunidades financeiras de Portugal, por exemplo.

Pensamos ser este o nosso caminho dentro da Internet, para responder à sua pergunta: temos tido o cuidado de criar comunidade em todos os nossos projectos , novos ou os que foram relançados.

Digito: Como é que ficaram equilibradas as contas de 2001? No "bolo" final, quanto representaram as receitas com publicidade e com o e-commerce?

PV: Não é política da T-online divulgar resultados por país. Tudo o que lhe posso dizer é que consideramos a nossa quota de mercado de receitas de publicidade de 2001 satisfatória.

Digito: No ano passado, pouco tempo depois da aquisição do portal, a nova administração anunciou alguns despedimentos, alegando uma "reestruturação" levada a cabo pela T-Online. Não corremos o risco de, numa próxima "reestruturação" , a empresa alemã decidir sair do mercado português e fechar pura e simplesmente o Terravista?

PV: Foi penoso e naturalmente muito desagradável, principalmente para as pessoas envolvidas, no entanto, devemos de alguma maneira desdramatizar o sucedido.

Temos vindo a assistir na maior parte das empresas de Internet a reduções de equipas que nada tem a haver com o profissionalismo demonstrado pelas mesmas. A Internet mudou e hoje tem de ser encarada como um negócio que tem de ser rentabilizado.

No Terravista o que sucedeu foi um acto de gestão, motivado por todos os assuntos relacionados com a Internet. Para mercados em fase de recessão há, infelizmente, que reduzir custos, tal como tem sucedido noutras empresas dentro e fora da Internet. Quererá isso dizer que vão todas fechar?

A T-online tem-nos dado todo o suporte necessário e tem seguido atentamente os resultados alcançados. Os nossos resultados financeiros têm vindo a melhorar substancialmente. É óbvio que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas a atitude que temos visto da T-online em relação ao Terravista não é uma atitude de quem quer fechar a empresa, bem pelo contrário.

Digito: Quando a Jazztel vendeu o Terravista ao grupo T-Online, falou-se muito na possibilidade desse negócio estar relacionado com um possível consórcio Jazztel/Deutshe Telekom para o concurso das licenças UMTS (um consórcio que acabou por não se verificar). Aos olhos do público, deu a clara sensação de que a passagem para as mãos da T-Online foi apenas mais um de muitos incidentes de percurso que marcaram a existência do portal. Não parece que tantos "sobressaltos" prejudicam a imagem do portal?

PV: O que houve foram rumores que não foram criados por nós, tal como tem havido rumores sobre outros grupos de telecomunicações em Portugal. Sinceramente, não me parece que tenha prejudicado a imagem desses mesmos grupos, se quisermos comparar.

Digito: A crise ao nível dos investimentos publicitários na Internet tem obrigado os portais a repensarem os seus modelos de negócio. A maioria sobrevive graças à sua ligação a ISPs (Clix e Sapo) ou grupos de media (IOL/Media Capital), enquadrados numa estratégia global de negócio Internet. Dentro desta lógica, de que forma poderá ser rentabilizado o Terravista, estando ele integrado num grupo que não tem mais nenhum interesse empresarial no mercado português?

PV: Temos vindo a repensar, tal como os outros portais, o nosso modelo de negócio. Temos vários cenários possíveis a nível de rentabilização, com projectos previstos, dos quais não posso ainda falar.

Digito: Os conteúdos pagos têm sido apontados como uma das formas de rentabilização dos portais. Essa área de negócio é uma opção para o Terravista?

PV: Um dos nossos objectivos permanentes é de analisar todas as opções relacionadas com novas áreas de rentabilização. Dentro desse âmbito, também estamos a analisar esse cenário, entre outros.

Digito: O serviço Sete Mares é, na prática, a última "herança" do Terràvista original. Como é que se integra um projecto desse género na lógica empresarial do Terravista actual? Numa altura em que os "históricos" do alojamento gratuito como o Geocities caminham gradualmente para os serviços pagos, qual o futuro do Sete Mares?

PV: No seguimento da resposta anterior, só lhe posso dizer que estamos a analisar todos os cenários possíveis.

Digito: Qual a média de visitantes diários? E quais os conteúdos e serviços que registam maior procura?

PV: Mensalmente, registamos mais de 500.000 visitantes de Portugal. O serviço que regista maior procura é o de páginas pessoais, com um crescimento muito grande e sustentado por parte de outros serviços.

Digito: Qual a receptividade que tem registado o canal Erotica?

PV: Tal como a maior parte dos serviços e canais lançados nos últimos dois trimestres, tem registado uma boa receptividade.

Digito: É possível definir o perfil dos utilizadores do portal? Existem alguns dados sobre quem visita o Terravista?

PV: São maioritariamente homens, com um crescimento gradual do sexo feminino nos últimos 3 meses seguindo a tendência do mercado Português. Existem muitos dados sobre quem visita o Terravista, temos vários estudos a serem feitos duma maneira contínua.

Digito: Depois do relançamento do portal em 2001, qual o grande objectivo para este ano?

PV: Aproximarmo-nos mais da rentabilidade, com o objectivo de oferecer mais e melhor a toda a nossa comunidade e a todos os parceiros de negócio.